Sozinha mundo afora

Para mulheres que viajam sozinhas

Primeiro dia na ilha de pascoa

Dei o azar de chegar a ilha de páscoa na semana das chuvas. E que chuvas! Umas tempestades que acontecem do nada sem quê nem mais e de repente abre o sol, e tempestade de novo. É tudo muito diferente.
Cheguei na ilha depois de um voo de cinco horas chatésimo, e trouxe comigo uma porrada de brasileiros, todo mundo aproveitando a promoção da melhores destinos, o legal é que se ouve muito o português por aqui, parece até uma extensão do Brasil.
Cheguei no aeroporto e o transfer que teoricamente estaria me esperando, não estava. Acabei pegando um taxi.
Taxi na ilha não tem taxímetro, você diz onde vai e ele te diz o preço, você barganha até a morte e com sorte, consegue desconto. Eu consegui desconto em tudo que fui comprar.
O Taxista, um chileno que vive na ilha há 6 anos, me mostrou a planilha com os preços de passeios pela ilha, que eu achei caríssima por sinal, peguei o cartão que ele me ofereceu, agradeci a atenção e fui fazer check in no hostel. Fiquei hospedada no Kona Tau.
Depois que me acomodei, fui dar um passeio de reconhecimento, estava babando de vontade de ver meu primeiro moai. A recepcionista do Hostel, a Jesse, foi super atenciosa, me explicou as regras do lugar, me deu um mapa e explicou as coisas básicas que eu encontraria há dois minutos de caminhada e lá fui eu. A chuva me pegava a todo instante então, resolvi somente almoçar – o melhor peixe que já comi na vida – e ver o jogo do Brasil e Japão que passava na TV do restaurante e, quando a tempestade deu trégua, resolvi voltar ao hostel.

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Na volta, o taxista que me levou do aeroporto ao hostel passava e me deu carona, e foi a primeira amizade que eu fiz na ilha. Ele me levou para conhecer alguns pontos turísticos e eu tive meu primeiro contato com os moais – Aru Akivi, que é composto por sete estatuas que representam os primeiros colonizadores.

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Ele me explicou que o solo ao redor do moai, chamado de Ahu (plataforma) é sagrado e por isso, não podemos subir ou tocar. Também me explicou que ali pessoas eram enterradas. Os moais impressionam logo a primeira vista, são imponentes, austeros e imensos! Impõem respeito mesmo, dá ate vontade de fazer reverencia.

Depois ele me levou até Puna Pau, outro sitio arqueológico onde eles esculpiam os pukaos (chapéus) que os moais usavam, a rocha é vermelha e de lá dá para ver o centro da ilha, onde é mais habitado.


A noite fui ver um show de dança folclórica muito bom, do grupo Maoki Tupuna. Na verdade é um show muito bom! A maior impressão que eu tive foi a diferença da dança de homens e mulheres. Homens ao dançar, repre
sentam força, luta, marcação de território, competição, já as mulheres ao dançar demonstram carinho, beleza, paciência, maternidade, amor. É bem legal ver como essas duas forças se unem no palco e mostram um belíssimo espetáculo.

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