Sozinha mundo afora

Para mulheres que viajam sozinhas

Lugares que eu visitei na Ilha de Páscoa – Orongo

Orongo foi de longe o lugar que eu mais gostei em toda a ilha.
No passado, por algum motivo que ninguém sabe direito, os habitantes da ilha pararam com o culto aos moais e começaram o culto ao deus Maki Maki e a Tangata Manu (Homem pássaro). Uma vez por ano havia uma espécie de competição para eleger quem iria ser o proximo Tangata Manu, que iria governar a ilha por um ano, acabando assim com a linhagem dos Arikis (reis) que antes governavam e cuja coroa passava de pai para filho.
Ariki sai, tangata manu entra e, qualquer um poderia se tornar o próximo tangata manu, desde que vencesse uma prova duríssima, que consistia em descer um penhasco, nadar até uma micro ilha, pegar um ovo de um passar especifico e trazer de volta sem quebrar. Quem assistiu o filme Rapa Nui vai entender melhor como era a competição.
Deixando a aula de historia de lado, a competição acontecia em Orongo, muito próximo do vulcão Ranu Kau.
Orongo era como se fosse uma colônia de férias que o povo no passado usavam para passar a primavera e assistir à competição. Nos anos 70 mais ou menos eles restauraram a vila e cuidam dela desde então, é um dos lugares que o turista paga para entrar, mas eu nem liguei de pagar porque vale muito a pena. Alem da super aula de historia rapa nui eu fui brindada com a paisagem mais estonteante de toda a ilha. Caminhar por lá é como uma volta a um passado super diferente, com aquelas casinhas esquisitas, as pedras esculpidas com as figuras de tangata manu e maki maki, que o tempo está se encarregando de fazer desaparecer…
E se Orongo fosse só isso, já teria valido e muito o passeio, mas não é. Orongo também tem Ranu Kau, a cratera de vulcão mais impressionante que eu já havia botado os olhos. Tudo bem, a única cratera que eu já havia botado os olhos. Ela tem impressionantes 1,5 km de raio e 280 metros de profundidade, com uma vegetação interessantíssima e até árvores frutíferas. Ranu Kau é tão imponente que é impossível parar de olha-lo. Eu voltei lá duas vezes e teria ficado mais se o guia apressadinho não tivesse me arrastado de lá.
E a propósito, na segunda vez, ainda fui presenteada com um arco Iris.
Infelizmente nenhuma foto que eu tirei faz juz à grandiosidade daquele lugar.

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Publicado às 17 de junho de 2013 por em Ilha de Pascoa - Chile e marcado , , , , , .
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