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Ilha de Páscoa – os Moais

Os moais (rostos ancestrais) da Ilha de páscoa são sem duvida sua maior atração. Eles tinham nomes, mas seus nomes se perderam no tempo e na história. Hoje, só têm números.
Foram catalogados por perto de 900 moais, dos quais. 400 se encontram em Rano Raraku (chamado de fabrica de moais), 288 estão em AHUs (Plataformas) e o resto dispersos pela ilha. O tamanho deles é em media de 4,5 metros, mas existem moais de 10 metros.
Informação à parte, olhar os moais impressiona. Eles impõem respeito, talvez pela aura de mistério que eles contém, talvez por sabermos que eles são a representação presente dos ancestrais, as “almas do passado” olhando por nós (que romântico, fala serio!) talvez simplesmente por estarem lá, a despeito de qualquer explicação.

As plataformas que eu visitei foram:

Ahu Tahai

Esse ficava no centro político mais importante da tribo Marama e é constituído de três altares:
– Ahu Vai Uri – com cinco moais.
– Ahu Tahai – com um moai apenas, sendo o mais antigo e
– Ahu Ko Te Riku, Pukao, símbolo de status.

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Essa plataforma é bem fácil de encontrar e dá para ir a pé, fica há 10 minutos da Bahia de Hanga Roa, que é a rua principal da ilha e de onde saem os barcos para mergulho.

Ahu Akivi

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É a plataforma que recorda ao povo Rapanui suas terras de origem. Estes moais são os únicos que estão olhando para o mar – Olhando para a rota que fizeram quando vieram do mar, (todos os demais estão de costas para o mar, olhando a vila que existia no lugar onde foram colocados, li no museu que eles eram colocados assim para continuar participando do dia-a-dia da ilha). Os moais são os sete exploradores que Ariki Hoyu Matu’a enviou para encontrar Haumaka. A historia toda pode ser lida no museu, que também dá para chegar a pé.

Perto dessa plataforma, pode-se ver a trilha que leva a Terevaka, o ponto mais alto da ilha, de onde avista-se a cratera do vulcão mais antigo e tem-se a visão das três pontas da ilha. Aqui só se pode ir caminhando, porque a área nativa está sendo revitalizada. É uma caminhada até que tranqüila, de uma hora e meia, três horas ida e volta. A vista lá de cima vale a pena e a trilha é bem visível.

Ahu Akahanga

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Aqui nessa plataforma foi exumado e enterrado o corpo do ariki Hotu Matu’a. Está em terrível estado de conservação, não sei bem porque, sendo tão importante. Quem sabe um dia eles não o restaurem.

Ahu Tongariki

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Já fiz um post falando desse ahu, é onde os turistas vão ver o nascer do sol, é a plataforma mais bonita na minha opinião, até por conta do seu entorno, que parece um parque, bem bonito. Em 1960 uma maremoto destruiu essa plataforma, que foi restaurada por arqueólogos chilenos. Atrás da imponente plataforma, está a plataforma dos moais femininos, que me arrebataram e eu contei num post aí embaixo. Daqui, pode-se ir a orongo, que fica logo do lado e tem-se a visão maravilhosa do vulcão Rano Raraku.

Aku Te Pito Kura

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Esse ahu eu praticamente passei batido, porque ele fica no caminho da pedra chamada Te pito o Te Henua, o umbigo do mundo para os antigos rapanui, que eu já falo a respeito.
Sobre o ahu, ele está caído, foi o moai mais alto já levantado numa plataforma, com quase 10 metros e pesando 80 toneladas, seu pukao (O chapéu) pesa umas 12 toneladas e a gente passa batido por ele por estar caído no chão.

E falando sobre o umbigo do mundo, é uma pedra perfeitamente arredondada, seu nome “Te Pito o Te Henua” :
– Pito = Umbigo, útero, centro
– Henua = Terra, universo, território
Significa o útero do planeta.
É claro que uma pedra perfeitamente arredondada com o nome de útero do planeta, merecia uma visita, mais que isso, merecia uma meditação. Claro que essa não é a idéia do guia turístico. Fiquei lá o tempo que me foi possível, mas confesso decepcionada que não senti nada nesse lugar, nenhuma energiazinha… mas por via das duvidas, coloquei minhas pedrinhas energizantes encima dela para pegar uma cargazinha de universo…rsrs

Praia de Anakena

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Nessa pria desembarcaram os expedicionários do Ariki Hotu Matu’a. Aqui existem dois ahus restaurados: o Ahu Ature Huki em 1954 e Ahu Nau Nau em 1980.
Aqui nesse ahu foi onde eu mais senti energia dos moais masculinos. Depois de me cansar de tirar fotos de todos os ângulos possíveis, sentei na gradinha de proteção e fiquei olhando a paisagem tentando imaginar o que existia lá quando a vila existia, e fiquei ali, olhando sem pensar muito no assunto. Fiquei com uma sensação fortíssima que eu queria ter olhos, queria “ver”. Olhei para os moais pensando se era deles esse desejo de ver, será que eu sou doida? Vou aproveitar esse clima de manifestação para fazer manifesto em prol da devolução dos olhos dos moais, eles querem ver! Rsrsrs

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Informação

Publicado às 25 de junho de 2013 por em Ilha de Pascoa - Chile e marcado , , , , .
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