Sozinha mundo afora

Para mulheres que viajam sozinhas

Monte Roraima, a descida

Sétimo dia de expedição, quinto dia no topo e hora de empacotar as coisas para voltar. O temido dia da descida havia chegado.

O dia estava espetacular! Nenhuma única nuvem no ceu, a montanha toda aberta.

Saí da minha barraca e presenciei aquele espetáculo, meu primeiro pensamento foi “meu deus do ceu! A ventana deve estar linda!” Claro que nenhum guia ia querer me levar até lá, depois descobri que esse foi o pensamento de muita gente. Meu segundo pensamento foi o de agradecer ao Humberto. Um dia antes, quando estava no monte maverick, pedi a ele que nos trouxesse o sol no dia seguinte, dia da descida, ele disse “vou ver o que posso fazer”, por isso quando o encontrei dei um abraço bem forte agradecendo por ter atendido meu pedido. Ele riu satisfeito e nos serviu tapiocas no café da manhã feitas por ele mesmo! Que delícia!!

Todo mundo estava na fissura de ir a La ventana, mas todos também sabiam que seria impossível, como colher de chá o Marcelo nos levou num mirante no caminho e eu pude tirar as fotos mais espetaculares da viagem toda! A visão era tão linda que eu perdi o fôlego alguns segundos. Em momentos assim a gente fica grato a Deus por ter saúde, força e por ter feito a loucura de enfrentar frio e chuva, subida, mosquito e perrengue só para estar lá encima.

O Marcelo me contou que no Monte Roraima, as pessoas entram a hora que querem, já para sair, só se a montanha deixar. A montanha estava feliz com a gente, porque era o dia perfeito para descer. Infelizmente não para todos: um membro do nosso grupo passou muito mal, com vômitos e diarreia e não teve forças para descer, foi preciso chamar o helicóptero para ele, por isso, ele a esposa e o guia Marcelo ficaram no topo, o restante das pessoas desceram.

A descida foi extremamente agradável, extremamente! Fizemos a descida num tempo ótimo, praticamente uma hora antes do previsto pelos guias. Almoçamos uma salada dos deuses feita pelo Humberto, depois todos estavam no gás de chegar ao primeiro acampamento, no rio Tek e fomos felizes encarar 8 km de caminhada. O sol castigou e eu fiquei com marcas de sol bem pronunciadas nos braços e pernas, mesmo usando protetor solar, mas valeu a pena pela recompensa final: banho naquele rio fantástico, barraca armada no seco (chega de lama!!) e noite de lua quase cheia.

Dormimos nesse acampamento, dia seguinte andar 12 km até Paraitepuy, onde tudo começou para depois pegar o carro e atravessar a fronteira. Acordamos cedo, arrumamos as coisas e tomamos café, minha perna já doía um pouco dos esforços dos últimos dias, mas estava animada! Final de jornada tudo que queremos é chegar.

A caminhada foi animada, viemos conversando e rindo e contando causos, no final, o Marcelo nos esperava com um sorrisão e braços abertos, abraçou cada um de nós nos parabenizando pelo fim da jornada, todos estávamos felizes, realizados e satisfeitos.

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Publicado às 12 de janeiro de 2014 por em Monte Roraima e marcado , , .
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