Sozinha mundo afora

Para mulheres que viajam sozinhas

Minha experiencia na trilha Inca – Primeiro dia

Sem duvida essa foi uma trilha que eu jamais esquecerei.
A trilha é duríssima, especialmente por conta da altitude, eu dava dois passos e já estava cansada, numa rampa o coração vai fácil a 90% da frequência. Mas vamos ao relato que é o que interessa.

Acordei as 5 da manhã para arrumar minhas coisas pois as 6 da manhã o Saul, da SAM travel Peru viria me buscar. Separei as coisas que eu levaria e as coisas que o carregador que eu contratei levaria e seguimos até o ônibus que nos levaria ao km 82, inicio da trilha.
No grupo tinham: 4 Brasileiros, 3 mexicanos, 1 londrina, 1 casal de holandeses, 1 casal de alemães em lua de mel, 2 argentinos e 2 suecos que eu depois descobri que também estavam em Lua de mel, 16 turistas e a mesma quantidade em carregadores, cozinheiro, ajudantes, guias.
Chegamos ao km 82, os carregadores distribuíram as coisas, aproveitamos para passar protetor, repelente e tirar as primeiras fotos e lá fomos nós.
O primeiro dia é o dia fácil, segundo o guia, Juan, dia de caminhada no plano, logo descobrimos que o que ele chama de “plano” é uma sequencia de pequenas subidas e descidas. Ali já deu para ver que o bicho ia pegar, qualquer rampinha meu coração disparava tanto que não dava para andar, tinha que parar e esperar. E para piorar, um dos brasileiros, Cadu, ainda contou que muita gente morre na trilha, por forçar demais o coração, morrem de infarto. Pronto! E o medo de forçar demais? Resolvi que iria mais devagar, aproveitei para tirar fotos. A trilha em si é bem tranquila de seguir, impossível se perder, e nos pontos de parada para descanso, ainda tem vendedores de bebidas geladas e snacks, nem precisava ter levado nada do Brasil, bastava comprar pelo caminho.
Na hora do almoço, a primeira boa surpresa: os ajudantes montaram uma tenda, com direito a mesa e banquinhos, com talheres de verdade e toalha de mesa! Um luxo! E a comida não deixou a desejar: tudo fresquinho! Tudo feito na hora! E estava uma delicia, foi realmente supreendente.
Na hora do almoço o guia Fred aproveitou para que nos apresentássemos, nos deu uma aula do povo inca e depois do almoço seguimos viagem. O primeiro dia foi realmente fácil, cansativo, mas nada assim desesperador. Passamos por nosso primeiro sitio arqueológico e o guia Juan aproveitou para nos dar mais explicações sobre o povo inca e sua arquitetura.
Quando chegamos no primeiro acampamento, onde dormiríamos, nossas barracas já estavam armadas e minhas coisas já estavam dentro. Serviço de primeira, realmente.
Perguntei se no acampamento tinha como tomar banho e um dos carregadores falou com uma moradora que me deixou usar seu chuveiro (frio e sem luz) por 5 soles. Eu estava tão suada e empoeirada que nem pensei duas vezes aceitei o chuveiro e desconfio que fui a única de todo o acampamento que tomou banho.
Jantamos outro jantar delicioso e surpreendente e o frio já era tanto que não tinha mais o que fazer alem de dormir. No dia seguinte seria o dia mais difícil da trilha, coisa que nem o Juan nem o Fred nos deixavam esquecer. Era o dia do desafio, subiríamos 1060 metros, até o ponto mais alto da trilha, de pouco mais de 4 mil metros de altura. A subida era íngreme e penosa, mas a vista compensaria, como eles diziam. Fui dormir apreensiva com a subida, mas confiante que tudo daria certo, afinal, não podia ser pior que a subida do morro do castelo, na chapada diamantina, ou a subida do monte Roraima… enfim, vesti as 3 calças que eu tinha levado, mais as três blusas de frio, mas duas meias e mais luvas e toca de lã, e fui dormir… e sim! passei frio!

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Informação

Publicado às 8 de setembro de 2014 por em Machu Picchu, Viagem e marcado , .
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