Sozinha mundo afora

Para mulheres que viajam sozinhas

Trilha Inca – Quarto dia – a chegada à Machu Picchu

    Acordamos muito cedo nesse dia, antes do sol, muito antes do sol. Quatro da matina já estávamos arrumando as coisas para a partida, o motivo: tinha que passar por um posto de controle que só abria as 5 da manhã, nós e todos os demais grupos, e se demorássemos muito, demoraríamos demais para passar e perderíamos muito tempo. Então, bora pra fila! Aquela coisa chata né? Até porque havia chovido no dia anterior e a estrada estava molhada, nem sentar dava, e estava friozinho. Mas como tudo é festa para quem está para chegar em Machu Pitchu, demos um jeito de passar o tempo. Descobrimos que um dos membros do grupo fazia aniversario naquele dia, belo presente de aniversário! Cantamos parabéns para ele, fizemos festa e tudo mais e logo logo o tempo passou, já estávamos na estrada caminhando felizes.

Primeira parada, portal do sol. Coisa linda de Deus! E bem difícil também! Quer dizer, depois daquele segundo dia, nada parecia assim tão difícil, e tínhamos a motivação da chegada! Depois de vencer uma subida íngreme mas bem curta, chegamos no portal! De lá já dá para avistar Machu Pichu, que está há 10 km mais à frente. Momento de fotos, aula de história, contemplação. Mais tarde eu soube pelo Saul, meu personal-travel, que tivemos muita sorte! Que normalmente não dá para ver Machu Pitchu porque está coberto de nuvens, para não para nós, não havia uma única nuvem no céu! Tava lindo de chorar, e dá-lhe foto!


Quando todos se deram por satisfeitos, hora de continuar. Os  gringos do grupo tinham uma pressa e uma disposição espantosas! Sempre chegavam primeiro em todo lugar. Eu não tinha nem a pressa nem a disposição, como já relatei por aí, meu coração atingia muito rápido os 90% de frequência o que me obrigava a ir devagar, coisa que eu não achei nenhum pouco ruim, já que eu gosto de fotos.

A estrada que leva até Machu pitchu a partir do portal do sol é a mesma há 500 anos, imagina isso. Eu e todos os moradores de Cusco, Machu pitchu e sabe-se lá deus quantas outras cidades que já se perderam, passamos por esse caminho para ir e vir. Era informação demais para eu passar correndo e com pressa. Fui devagar, apreciando cada passinho, tirando fotos aqui e ali, era lindo, e estava tranquilo, praticamente não cruzei com ninguém, uma pessoa aqui, outra acolá, e aquele silencio gostoso que só a trilha pode dar pra gente, não faço ideia de pra onde tinha ido todo mundo, mas não estava nem ligando.

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Dali a pouco cheguei num resto de civilização, e a paisagem estava deslumbrante com o sol nascendo, me deixei ficar, dali a pouco chegaram os três brasileiros do grupo e  mais dois guias, e tivemos aula sobre o lugar, descobri que havia um cemitério também.

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As nuvens no céu começaram a surgir e aumentar, resolvi seguir o caminho, faltava nem 20 minutos para chegar a Machu pitchu e eu fiquei com medo de o tempo fechar e eu não conseguir uma boa foto quando chegasse lá. O tempo fechou mesmo, uma pena! Quase me arrependi de ter ido tão devagar (quase). Quando cheguei todos do grupo já haviam chegado e tirado fotos e tudo mais, mas eu continuei não ligando, fiz as coisas no meu tempo, e deu tempo para tudo, até para comer alguma coisa antes de entrar na cidade propriamente dita.

Machu Pitcchu impressiona. Nenhuma foto que eu havia visto até então se comparou a ver com meus próprios olhos a cidade. Ela é I-MEN-SA! Muito maior do que eu poderia sonhar. E como vantagem adicional de fazer a trilha, nós chegamos na cidade horas antes do primeiro trem com turistas “normais”, o que nos deu a vantagem de tirar fotos menos cheias de gente. Fizemos o tour pela cidade, para conhecer os pontos mais importantes, cada canto é uma exclamação, uma surpresa, um prazer particular.

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Depois do tour, estávamos livres para passear mais pela cidade ou ir para a cidade almoçar ou ir para aguas calientes.

Como meu trem de voltar estava marcado para logo após o almoço, preferi ir para a cidade, almoçamos em um restaurante fofo e ainda consegui pagar por um banho! Só quem fica dois dias sem banho entende a alegria de ver a agua saindo do chuveiro.

Hora de voltar para Cusco, na mala muitas fotos, risadas, lembranças, mas também, muitas dores generalizadas nos músculos e uma bolha nos pés.

2 comentários em “Trilha Inca – Quarto dia – a chegada à Machu Picchu

  1. Mariana
    10 de outubro de 2015

    Olá Nilda,
    Poderia nos dizer qual foi a agência que você contratou pra trilhar à Machu Picchu? Estou planejando ir e vejo que você gostou bastante da sua.
    Obrigada.

    Curtir

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Publicado às 11 de setembro de 2014 por em Machu Picchu, Viagem e marcado , , , , .
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