Sozinha mundo afora

Para mulheres que viajam sozinhas

Chapada dos Veadeiros – Cachoeira Santa Bárbara.

Por conta de uma falha de planejamento, o quinto dia seria meu último dia de passeio, mas eu ainda não sabia disso quando acordei pela manhã. O Hostel agora tinha nove pessoas e todas elas resolveram ir na cachoeira Santa Bárbara, eleita por muitos como o cartão postal da chapada, por causa das suas aguas azul turquesa.

Os cafés da manhã já estavam se tornando animadíssimos, porque todos já se conheciam, e o Ivan conseguiu uma guia para nos levar, a Ju, carioca super gente fina e alto astral que foi uma linda durante todo o dia.

A cachoeira Santa Barbara fica dentro de uma reserva quilombola pertencente à comunidade Kalunga. Engenho II é a comunidade de entrada da trilha e para entrar paga-se 20,00, você ainda pode visitar e comprar produtos naturais cultivados pelos moradores locais, além de poder ler um pouco da história do quilombo nos totens espalhados pelo lugar.

É nessa hora também que você reserva almoço no restaurante da comunidade, caso queira almoçar na volta da cachoeira. A população local é de maioria negra e as ruas não tem asfalto. A Ju, nossa guia, nos contou que a escola foi recém-inaugurada e era um marco para a comunidade, agora as crianças não precisavam mais percorrer 30 km de estrada de terra para ir estudar na cidade de Cavalcante, como antes.

A viagem é meio chata, principalmente os 30 km de terra que não acabam nunca, mas como tudo é festa quando se está em grupo, fomos conversando e nos conhecendo. No carro que eu estava, o casal de Piracicaba, a Claudia, minha colega de quarto e a guia.

Chegamos na primeira parada, um mirante que se pode observar todo o vale e dali a pouco, caminhar até a cachoeira. A trilha é bem bonita e acidentada, mas não é nada difícil, logo chegamos num poço de aguas cristalinas que olha para você de forma provocante convidando para um banho. Algumas pessoas do grupo atenderam ao chamado, eu me abstive, até porque não sei nadar e teria que vestir colete e descalçar botas… me contentei em fazer fotos e aguardar o destino final.

Anda um pouquinho, fotografa um pouquinho… chegamos na cachoeira mais linda que eu já vira! Um poço de agua azul incrível! (Os que já conheciam torceram o nariz dizendo que a água estava turva comparada aos dias que menos movimento). Fotografei até cansar e depois me desfiz das roupas e botas, mandei ver no colete salva-vidas (a única adulta de colete, paciência) e me enfiei dentro da agua. Que agua boa! Cheguei até a queda e me entreguei aos cuidados da massagem aquática.

Brinquei na agua por um tempo, fui para as pedras tomar sol e nesse ponto essa cachoeira é mais complicada que as demais, pois tem uma área pequena de pedras e é um tal de um esbarrando no outro… quando todos nos demos por satisfeitos seguimos viagem, próxima parada, cachoeira capivara.

Trilha relativamente pequena, coisa de 500 metros, bem acidentada e cheia de pedras, mas o lugar é magico! Várias corredeiras e pequenas quedas que são de perder o folego e dá vontade de ficar por ali mesmo, mas a Ju, nossa guia, já avisava para não cairmos em tentação que o melhor estava por vir, e o melhor veio mesmo. Duas quedas d’agua lindíssimas que formavam um poço fantástico superacessível para banho. Achei a capivara melhor para banho que a santa barbara, melhor para preguiçar no sol também.

Encontrei as meninas do primeiro dia no hostel novamente, e dessa vez elas me disseram que estavam hospedadas em Cavalcante e na noite anterior tinham entrado de penetra na festa de um grupo de geólogos de uma universidade. Conversamos sobre nossos passeios e nos despedimos, era hora de seguir para a vila quilombola para almoçar.

O restaurante da vila é supersimples, com fogão de lenha e uma comida tão cheirosa que só de entrar já da agua na boca. A comida bem simples: arroz, feijão, galinha ensopada, mandioca frita, salada, legumes cozidos, tudo a vontade, tudo farto. Comi e repeti, nem acreditei que conseguia comer tanto. Definitivamente trilha não emagrece.

A tarde estava super preguiçosa quando deixamos e restaurante para encarar a estrada de retorno e chegamos no hostel com a noite firme.

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