Sozinha mundo afora

Para mulheres que viajam sozinhas

Torres del Paine – Circuito W – 6º dia.

O 6º dia da trilha é o dia de voltar para casa.

Estava feliz por ter trocado o refúgio Gray pelo refúgio Paine Grande. Antes eu teria que ter acordado as 6 para pegar a trilha as 7 e garantir que não perderia o barco que me levaria a puerto natales. Desse segundo modo, eu pude acordar mais tarde, arrumar minhas coisas sem pressa, tomar café da manhã na companhia de um casal brasileiro que conheci na fila do café e passear pelo entorno fazendo fotos e admirando o lindo amanhecer.

Resolvi pegar a balsa que partia as 10 da manhã e comentei isso com o recepcionista que falava português. Ele me explicou que mesmo saindo as 10 (e não as 12h00 como eu planejava incialmente) o ônibus que eu deveria pegar até Puerto natales só sairia as 13h00. Mas que eu poderia aproveitar o tempo ocioso para conhecer a cachoeira que tinha lá perto. Considerei as possibilidades e achei que seria mais vantajoso ir e conhecer a cachoeira que ficar lá sem fazer nada.

Peguei a balsa e o passeio e lindo e agradável, atravessando o lago Pehoe que é de uma azul que emociona e uma paisagem de encher os olhos.

Quando cheguei do outro lado, me informei na cafeteria como fazia para ir na cachoeira e uma atendente simpática me explicou tudo e lá fui eu. Estava a coisa de 20 minutos dali, numa trilha que era uma bobagem comparada com tudo que havia passado.

A cachoeira era bem bonita e caudalosa e, depois de fazer fotos, sentei num canto sossegado para contemplar e armei um piquenique para comer o lanche mega caprichado que comprei na cafeteria.

Assim terminou minha aventura em Torres del Paine. Dali a pouco peguei o ônibus até Puerto Natales, e mais um até Punta Arenas que faz uma parada estratégica no aeroporto e depois casa.

Ia no ônibus com o coração triste por deixar a patagônia.

No dia anterior, quando cheguei no refúgio Paine Grande, tudo que eu queria era tirar minha bota, queimar minha mochila e nunca mais na vida fazer algo daquele tipo novamente.

E indo embora eu só pensava que devia ter feito o circuito “O” que dá a volta completa no parque, que deveria ter mais tempo para conhecer mais.

Assim é nas trilhas. Cansa, tira tudo de você, te deixa exaurido e sem forças, mas te dá em retorno experiências que você leva para a vida toda, paisagens de emocionar, pores de nasceres de sol únicos, faz sair de você o melhor que você tem, seja de resiliência, de paciência ou de abnegação. Te dá de volta o amor pela simplicidade das coisas, da vida, da natureza.

Mal posso esperar para minha próxima trilha.

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